Aconteceu no cemitério

Cemitério_HamiltonOs cemitérios são locais ainda de grande importância numa comunidade. São depositários dos despojos corporais das pessoas, por motivo de higiene pública. Servem também como fonte de historiografia, uma vez que guardam marcas evidentes dos destaques socioeconômicos e político dos que nele foram sepultados: Os mausoléus e os túmulos mostram isto.

O misticismo, as fantasmagóricas lendas fizeram deles lugares aterrorizantes, mal assombrados, palcos de horrores (isto é, à noite), cheios de Espíritos e tantas aberrações quanto somente a ignorância pode sustentar.

Para o Espiritismo, os cemitérios têm ainda importância para as comunidades, porém, fazem parte de um conjunto de construções de semelhante importância, tais como praças, teatros, parques, templos religiosos, escolas, enfim.

É fato terem espíritos por lá. Certamente, nem mais nem menos do que em outros lugares. Não são destinados à morada dos espíritos após a morte, mas depósitos de despojos corporais; embora os encontremos por lá. Sem quantificar, alguns espíritos comumente são encontrados nos cemitérios, já que os demais nenhum motivo os prenderiam àqueles locais. Encontramos sofredores apegados à matéria cuja morte do corpo não foi capaz de separá-los de seus despojos. Juntam-se a eles vampirizadores de várias espécies.

Pela misericórdia divina, trabalhadores do Cristo se disponibilizam a ajudá-los. São socorristas desempenhando esta nobre tarefa.

Outros se dirigem aos cemitérios pela sintonia com aquelas pessoas que visitam seus túmulos, sejam quais forem suas intenções; terminada as visitas, vão embora.

Os fatos chamados assombrosos, fantasmagóricos que possam ocorrer não são exclusividade daqueles locais. São fenômenos espíritas explicáveis pela fé raciocinada em que se baseia a Doutrina Espírita.

No ano de 2015, a família Junqueira (Hamilton pai, Hamilton filho e suas esposas) foram passear pela Europa. Sabendo da viagem dos amigos, que pedimos para caso fossem a Paris, visitassem o Père-Lachaise,tumulo onde se e  contra o túmulo de Allan Kardec e trouxesse-nos fotos para a sala de memórias de “As Samaritanas”.

A família Junqueira chega a Paris acompanhada de uma guia e intérprete, como primeiro ponto turístico a visitar o  Père-Lachaise. Esta necrópole foi inaugurada e, 1804; é uma das mais famosas e visitadas do mundo, devido às celebridades da música, do teatro, do cinema, das ciências, da literatura, da filosofia, da religião, da pintura sepultadas nela.

O túmulo de Allan Kardec fica na 44D. Avenue dès combattants estranger morts pous la France (Avenida dos combatentes estrangeiros mortos pela França). Ao aproximarem-se os visitantes surpreenderam-se com um senhor surgido repentinamente, dando a impressão de ter saído do túmulo ao lado (foto abaixo).

Era um homem simpático, trajado modestamente, com acolhedora e fraterna abordagem. Dirigindo-se à intérprete, colocou-se à disposição, já que conhecia o local e as personalidades ali sepultadas. Durante a conversa enfatizou não ser este o seu costume, somente estava agindo assim por simpatia a eles.

Os visitantes envolvidos pela emoção e atentos às explicações do cavaleiro misterioso, resolveram registrar com fotos o acontecimento. Num pestanejar, o tão amável senhor desaparece, sem se despedir, sem ser visto por ninguém, sem nada que pudesse ocultá-lo; nem mesmo nas fotografias ele apareceu. Todos perplexos procuraram explicações para o que viram. Foram até o túmulo ao lado, nenhum sinal dele, em vão. Aumentou ainda mais os questionamentos, as dúvidas os acompanharam.

Este acontecimento foi relatado pelo Sr. Hamilton Junqueira, desde que retornou de viagem.

Alguns esclarecimentos do fato, conforme nos ensina a Doutrina Espírita: aconteceu no cemitério, poderia ter acontecido em qualquer outro lugar.

Por mais estranho, impactante e assustador que possa parecer, o que ocorreu com os nossos amigos não foi nada de extraordinário (fora das leis naturais), nada de assombroso ou fantasmagórico. Foi um fenômeno espiritual. Não é invenção do Espiritismo, ele explica e desmistifica.

“Certos espíritos podem revestir, momentaneamente, as formas de uma pessoa viva ao ponto de ocasionar uma ilusão completa. São chamados estes fenômenos de agênere, do grego germoai – o que não foi gerado e que nem pode gerar.” – Allan Kardec – Livro dos Médiuns Cap. VI, item 125.

De fato é uma ilusão completa, pois Hamilton diz que cumprimentou aquele homem apertando-lhe calorosamente a mão.

Quais são os motivos daquele fenômeno?

  • Um gesto de boas vindas da espiritualidade, sem desmerecer os demais, a um membro da Família Espírita que há mais de cinqüenta anos presta relevantes serviços Às Samaritanas.
  • Uma cortesia, porém de forma impactante para sensibilizar os demais sobre a vida espiritual.
  • Sábia lição ao receber com simplicidade e carinho, sem procedimentos protocolares costumeiros do visitante Espírita em sua vida política e acadêmica, sem diminuir seu merecimento

Sejam quais forem os motivos, a família Samar compartilha-os já que um de seus membros esteve envolvido.

As fotos encontram-se em nossa sala de memória. Ao Irmão Hamilton Junqueira, nossos agradecimentos.

 

 

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