Na prisão

Em 1964 ZÉ Arigó foi condenado pela segunda vez à prisão pela justiça do Estado de Minas Gerais, por prática ilegal da medicina.

O Médium encontrava-se fora de Congonhas, sua terra natal e onde residia. Ao retornar tomou conhecimento da decisão Judicial e imediatamente se apresentou ao Juiz  para cumprir a pena, o qual disse que além de Congonhas não ter cadeia, a justiça também não dispunha de veículo para transportá-lo para a cidade vizinha de Conselheiro Lafaiete onde ficaria preso. “ Podemos ir no meu próprio veículo, doutor.” Disse Arigó.

Na prisão foi trancafiado, a princípio sem nenhuma solidariedade humana, mas as autoridades locais reconheceram que aquele homem não merecia o mesmo tratamento dos outros  criminosos, pois não havia praticado crime algum. “Só praticava o bem”. Um homem de fama internacional! Então começaram as regalias; sela especial, roupas de cama trocadas toda semana, alimentação diferenciada. Mas ele recusou aquele tratamento exclusivo, admitindo desde que fosse extensivo aos “ meus colegas”, disse Arigó. “ É lamentável o que fazem com eles, são seres humanos, portanto merecem melhor tratamento”.

Durante o período que esteve preso, além de cessarem as torturas, a cidade teve projeção nacional e internacional e visitas de inúmeras pessoas.

Fonte: Revista Prelúdio.